O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu esta segunda-feira ser “premente” o reforço da vigilância sobre os lares, tal como a testagem de “todas as pessoas” que tiveram contactos próximos com infetados com covid-19, ainda que sem sintomas.

No final de uma reunião sobre a evolução da covid-19 em Portugal, que juntou peritos, políticos e parceiros sociais e que decorreu esta segunda-feira no Porto, o líder do PSD frisou que, em novembro, quando ao novo coronavírus se juntarem outras doenças respiratórios, se espera que o país esteja mais bem preparado do que quando a doença surgiu.

O Governo tem essa responsabilidade de conseguir preparar o país o melhor possível. Ninguém pede milagres, porque não há milagres, mas método e organização seguramente”, afirmou.

Rui Rio reiterou ainda um apelo ao executivo sobre o regresso às aulas que já tinha feito hoje de manhã, após visitar uma escola em Vila do Conde.

Era absolutamente vital que o Governo com as autarquias, câmaras e até juntas de freguesia, criasse um modelo de transporte dos alunos para as escolas de modo a minorar os contactos, que aí até serão com o público em geral”, afirmou.

Segundo o líder do PSD, na reunião de hoje à tarde, “ficou claro” da exposição dos técnicos que, se for possível “reduzir substancialmente os contactos entre jovens nas escolas”, será também um travão à possibilidade de uma segunda onda da pandemia.

“Se nada fizermos, é quase certo que teremos segunda onda”, alertou, defendendo que, se nos jovens será impossível uma redução de contactos de 70%, considerou viável uma diminuição para “menos de metade”, o que colocaria o país “num patamar razoável de prevenção” quanto a uma segunda onda.

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