Rui Rio, líder do PSD, saiu da reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, preocupado com a subida do índice de transmissibilidade da covid-19 em Portugal e sem qualquer garantia de que as escolas vão reabrir em breve. "O Presidente não me disse nada taxativo sobre isso", disse Rui Rio. 

Neste momento "o Rt [índice de transmissibilidade] está acima do 0,9, o que é uma noticia má", afirma Rio. Os últimos valores conhecidos apontavam para 0,78, mas esse número tem vindo a subir, segundo revelou Marcelo Rebelo de Sousa a Rui Rio. "Se o R passar a 1 não há condições para fazer nada. Temos de aguardar. Porque pode ser pior a emenda que o soneto", comentou Rio.

Se o R estiver acima de 1 não há condições para reabrir", voltou a afirmar, referindo-se especificamente às escolas.

O PSD concorda com a reabertura das escolas "se estiverem reunidas as condições". "O que é importante é definir os indicadores e ser muito rígido nisso", diz Rio.

Desta forma, o partido considera que é importante manter o estado de emergência e planear um desconfinamento faseado, quer por atividades, quer por regiões.

Rui Rio insiste assim na ideia de reabrir o país - e as escolas - por regiões. "Não faz sentido que o país esteja todo confinado quando há zonas que não necessitam" porque o risco é diferente. "Não vale a pena massacrar as regiões", afirma.

O PSD defende uma reabertura não por regiões administrativas mas por zonas de risco, analisando os dados de cada concelho e dos seus concelhos limítrofes. 

O ideal seria talvez confinar ou apertar o confinamento quando há um núcleo mais forte num concelho ou dois concelhos e depois os concelhos limítrofes.”

Esta é uma questão em que o líder do PSD diverge do Governo. António Costa afirma que a reabertura do ensino deve ser feita a nível nacional.

Sobre o desconfinamento, o líder do PS, afirma que é necessário que "à medida que se vai desconfinando os testes vão aumentando". Essa foi uma das chamadas que fez na sua reunião com o Presidente da República.

E disse ainda: "Não percebemos que se façam testes aos professores e alunos do ensino público e não do privado. O vírus não passa mais ou menos nas escolas públicas ou privadas. Esta é uma situação de saúde pública e não de política de ensino. Espero que o governo venha a emendar esse aspeto".

Maria João Caetano