O Presidente da República disse hoje, em Alcanena, que a “movimentação dos setores interessados” na reta final da elaboração do Orçamento do Estado “é o mais natural do mundo” e “faz parte da lógica da democracia”.

“Como gostamos da democracia e não gostamos da ditadura, é o que acontece”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no final da “A Maior Lição do Mundo” realizada hoje com alunos do Agrupamento de Escolas de Alcanena, no distrito de Santarém, sob o tema “Direitos Humanos”.

Não comento matéria de orçamento até chegar às minhas mãos, mas já disse várias vezes que é o mais natural do mundo, na ponta final da elaboração da apresentação da proposta de lei do Governo, como, depois, na votação na especialidade, que haja a movimentação dos setores interessados. Faz parte da lógica da democracia e como gostamos da democracia e não gostamos da ditadura é o que acontece”, declarou.

Rio alerta que se “agravaram temores” de documento eleitoralista

O presidente do PSD defendeu hoje que se “agravaram os temores” de que o próximo Orçamento do Estado possa ter “um perfil eleitoralista”, considerando que a redução do défice para 0,2% não demonstra preocupação com as finanças públicas.

À entrada para um almoço conferência da Associação de Amizade Portugal-EUA, em Lisboa, Rui Rio foi questionado sobre as declarações de terça-feira do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, que afirmou que “está para vir o primeiro Governo do PSD e do CDS-PP que tenha melhores resultados” que o atual executivo em matéria de défice orçamental.

Os temores, que acho que toda a gente tem, de que o Orçamento do Estado possa ter um perfil eleitoralista agravaram-se com estas últimas declarações. Vejo membros do Governo, não tanto o ministro das Finanças, venderem o orçamento de uma tal maneira como uma coisa muito popular, uma coisa de facilidades. Vamos ver agora o conteúdo, mas temo o pior”, afirmou.

“Temo que, como vamos ter eleições em 2019, este orçamento repita orçamentos do PS do passado parecidos”, acrescentou, apontando como exemplos os de 2009 e 1999, dos governos socialistas de José Sócrates e António Guterres, respetivamente.