O candidato à liderança do PSD Miguel Pinto Luz foi entrevistado no programa 21ª Hora, na TVI, esta segunda-feira, onde falou acerca da sua candidatura e das possíveis coligações que o partido fará, caso seja eleito.

O autarca afirmou “respeitar os timings do partido”, mas sublinhou que, sob a sua liderança, o PSD “tem de ser muito claro no combate a este Orçamento do Estado”.

O PSD que é um partido reformista que aposta na economia e no crescimento económico, não pode estar alinhado com este orçamento que aposta no consumo interno”, disse Miguel Pinto Luz. “Este orçamento não serve os portugueses”, concluiu.

Miguel Pinto Luz teceu críticas ao atual líder do partido, Rui Rio, que acusou de se afastar da direita para tentar ganhar o centro do eleitorado, afastando-se das “medidas mais liberais de abertura da economia”.

Queremos voltar a ter as grandes maiorias”, reforçou Pinto Luz. Para isso propõe que o PSD comece a dizer como é que vai fazer diferente do PS, isto porque considera que “entre a cópia e o original, votam sempre no original, que é o partido socialista”.

O candidato do PSD afirmou que foi da tentativa de conseguir o eleitorado do centro, esquecendo a direita, que surge o Chega e a Iniciativa Liberal. “O chega só aparece porque o PSD foi incapaz”, exclamou.

Em matéria de coligações disse estar disposto a fazer coligação com qualquer partido à direita do PSD, “incluindo o Chega”. No entanto, afirma acreditar que acordos com o PS serão muito difíceis de firmar, pois o “PS está muito radicalizado”.

/ JR