A estratégia do candidato a líder do PSD  está traçada. Caso se confirme o chumbo do Orçamento do Estado, está tudo preparado entre as hostes rangelistas para avançar com um pedido para um Conselho Nacional Extraordinário no prazo de cinco dias, de acordo com o requerimento que já anda a circular entre deputados e conselheiros nacionais.

Para convocar um Conselho Nacional Extraordinário são necessárias as assinaturas de um quinto dos conselheiros, 25, o que não será difícil para Rangel.

A TVI sabe que a direção de Rui Rio não tenciona opor-se à proposta de antecipar o congresso do partido para o fim de semana de 18 de dezembro (a data atualmente prevista é de 14 a 16 de janeiro). Está ainda a ser ponderada a possibilidade de, aproveitando a marcação desse conselho nacional por iniciativa do adversário, voltar igualmente a levar a votos a proposta de adiar as eleições internas. Tudo isto no pressuposto de que há eleições antecipadas.

Paulo Rangel foi ontem recebido em Belém pelo Presidente da República, tendo recebido de Marcelo Rebelo de Sousa a garantia de que o calendário eleitoral das legislativas antecipadas vai ter em conta as diretas do PSD. Mas mais: foi até Marcelo quem lembrou que em várias ocasiões anteriores o congresso do PSD foi antecipado em 15 dias.

O Presidente da República apontou um calendário que pretende ser o mais favorável possível ao PSD, que esticado ao limite seria a 13 de fevereiro, como avançou o semanário Expresso.

Marcelo Rebelo de Sousa terá de contar no entanto com as expectativas dos restantes partidos, e até da outra parte do PSD que, sob a liderança de Rui Rio, quer eleições o mais depressa possível. Ao que a TVI apurou, as datas pretendidas pela liderança atual seriam as de 9 ou 16 de janeiro, o que garantia que seria o atual presidente do partido a elaborar as listas de deputados, uma vez que têm de ser entregues no Tribunal Constitucional 40 dias antes da data das eleições.

Paula Caeiro Varela