O eurodeputado Paulo Rangel vai voltar a ser o cabeça de lista do PSD às eleições europeias de 26 de maio, anunciou esta quinta-feira o presidente do partido, Rui Rio.

Em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa, já com o candidato na sala, Rui Rio anunciou que o nome de Rangel foi proposto por si à Comissão Política Nacional do partido e será aprovado posteriormente em Conselho Nacional.

Aos 50 anos, Paulo Rangel será pela terceira vez o cabeça de lista do PSD às eleições europeias, depois de se ter estreado como ‘número um’ em 2009 e repetido o lugar em 2014, então numa lista de coligação PSD/CDS-PP.

"Candidato disfarçado de ministro"?

O cabeça de lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, desafiou o primeiro-ministro a esclarecer se está a fazer o “aproveitamento de um cargo ministerial” para promover o seu candidato a Bruxelas.

Em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa, logo após ter sido anunciado pelo presidente do partido, Rui Rio, como número um da lista social-democrata, Paulo Rangel fez o seu discurso de apresentação, em que falou de questões europeias, mas também nacionais, lançando quatro desafios diretos ao primeiro-ministro.

Neste momento, subsiste a legítima suspeita de que houve o aproveitamento de um cargo ministerial para engendrar, lançar e promover um candidato”, afirmou, acrescentando: “Não nos compete fazer fé em especulações mediáticas, mas, diante do risco que temos tido, nos últimos dois meses um candidato disfarçado de ministro, e um ministro em campanha dissimulada, desafio o primeiro-ministro a fazer um esclarecimento”.

Sem nunca se referir ao nome do ministro do Planeamento, Pedro Marques, – que tem sido apontado como o cabeça de lista pelo PS – Rangel desafiou o primeiro-ministro a esclarecer se “o Governo está a utilizar recursos públicos e aproveitar um cargo ministerial para promover um candidato”.