O presidente do PSD defendeu hoje que não será “uma, duas ou três" demissões em gabinetes do Governo devido a ligações familiares que alteram uma situação que “ultrapassou todos os limites”.

À margem de uma visita à Futurália, em Lisboa, Rui Rio foi questionado sobre a demissão, hoje conhecida, do adjunto do secretário de Estado do Ambiente Armindo Alves, depois de se saber que era primo do membro do Governo que assessorava.

Uma coisa é demitir-se um, outra era demitirem-se todos os casos que têm vindo a público. Penso que isto ultrapassou os limites, os portugueses já perceberam que ultrapassou os limites”, afirmou.

O líder do PSD admitiu que ele próprio, quando chamou a atenção para o facto de no Conselho de Ministros se sentarem “marido e mulher, pai e filha”, não conhecia ainda a dimensão das ligações familiares de socialistas no Governo e no Estado.

Não tinha noção que, por trás disto, estavam coisas bem mais graves, todo o aparelho de Estado enxameado de familiares de governantes e de pessoas bem posicionadas no Partido Socialista. Ultrapassou todos os limites, não é por se demitir um, ou dois ou três que altera o que quer que seja”, considerou.