Diz-se que quanto mais rápida é a subida, mas dura é a queda, mas em Lamego Rui Rio não teve medos quando teve de subir ao trator para apanhar maçãs.

Acompanhado por uma agricultora, o líder do PSD lá foi colhendo e atirando para o balde até levar um puxão de orelhas da dona Maria.

“Tem de ser mais baixinho, não pode ser tão alto. Senão pisa”, disse-lhe a agricultora e Rui Rio não teve outro remédio senão obedecer.

Fim do trabalho de braços, tempo de subir a ladeira e ouvir as preocupações dos agricultores da Quinta da Aliviada, em Britiande, e seguir para a calma arruada no centro de Lamego.

E foi lá, depois de uma caminhada tranquila e com poucas pessoas – “as pessoas não sabiam que eu vinha, senão tinham vindo” – que Rui Rio garantiu que não pretende “acelerar relativamente ao disparate” para não descredibilizar a campanha eleitoral.

“Se eu agora for comentar tudo aquilo que, quer o dr. António Costa, quer as pessoas do PS, vão dizendo sobre a campanha e sobre mim […] chegamos a sexta-feira no topo do disparate”, disse Rui Rio.

Para o líder social-democrata, “agora a tendência para o disparate é enorme até sexta-feira” e apesar de saber “que as campanhas são assim e têm um pouco de ser assim”, vai deixar-se estar.

“Por isso, eu vou procurar manter-me em terceira, nunca meter a quarta e acelerar relativamente ao disparate, porque senão desprestigiamos um bocado a campanha. Eles dizem o que quiserem dizer e eu deixo-me estar, porque senão isto descredibiliza um bocado a campanha eleitoral”, insistiu.

E antes de dar por terminadas as declarações aos jornalistas, Rui Rio voltou a fazer um anúncio que mostra que o líder do PSD já começou a pensar em como vai formar Governo caso vença as eleições.

Andreia Miranda