O presidente do PSD reagiu esta sexta-feira à morte de Jorge Sampaio. Para Rui Rio, o antigo Presidente da República cumpriu o cargo "com muito sentido de Estado".

O líder social-democrata destaca o "trajeto coerente" de Jorge Sampaio, que foi Presidente da República entre 1996 e 2006.

Geria muito bem a proximidade e a distância", afirmou Rui Rio.

Recordando uma história em particular, Rui Rio disse que Jorge Sampaio foi dos primeiros a dar-lhe os parabéns quando foi eleito para a Câmara Municipal do Porto, em 2022.

Quando ganhei foi dos primeiros a dar-me os parabéns", lembrou.

A coordenadora do Bloco de Esquerda exprimiu as condolências à família de Jorge Sampaio e ao PS. Catarina Martins lembrou a atuação de Jorge Sampaio enquanto resistente contra a democracia, nomeadamente através da revolta estudantil de 1962 e como advogado de presos políticos.

Teve uma participação ativa no 25 de Abril, e depois da revolução soube fazer pontes à esquerda", disse, falando num defensor dos direitos humanos que lutou até à última.

Sobre o papel político, lembrou o acolhimento de refugiados e também a gestão da situação em Timor-Leste.

 

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos expressou as mais sinceras condolências à família de Jorge Sampaio e ao PS.

Sampaio foi um fervoroso militante socialista e defensor das suas ideias em todas as causas que abraçou e em todas as funções que desempenhou num quadro do Estado de Direito democrático", disse.

Apesar das mais profundas divergências políticas com o CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos não deixou de lamentar a morte do antigo Presidente da República e agradecer o papel que desempenhou na libertação de Timor e na defesa dos refugiados.

O PCP também já reagiu à morte de Jorge Sampaio. Jerónimo de Sousa enalteceu o papel do ex-presidente da república na "resistência ao fascismo".

O seu percurso democrático e de resistência ao fascismo, na qual releva em particular o seu papel desempenhado nos tribunais plenários, nos anos da ditadura, de numerosos antifascistas”, diz o secretário-geral do PCP.

 

A Iniciativa Liberal manifestou o seu pesar pela morte de Jorge Sampaio, um “participante ativo na política portuguesa antes e depois do 25 de Abril”, enaltecendo a sua defesa dos direitos humanos.

A Iniciativa Liberal manifesta o seu pesar pelo falecimento de Jorge Sampaio, participante ativo na política portuguesa antes e depois do 25 de Abril, titular do mais alto cargo da Nação e defensor dos Direitos Humanos a nível internacional”, pode ler-se numa breve nota enviada pelo partido liderado pelo liberal João Cotrim Figueiredo.

A Iniciativa Liberal endereçou as suas condolências à família enlutada.

O PEV lamentou “com emoção” e “profundamente” a morte do antigo Presidente da República, uma “figura incontornável” da democracia portuguesa, reconhecendo “o papel absolutamente relevante para as respostas políticas que se impunham”.

De acordo com uma nota divulgada, o PEV dirigiu “as mais sentidas condolências” à família de Jorge Sampaio e os “sentidos pêsames” ao Partido Socialista.

É, pois, também com emoção que o Partido Ecologista 'Os Verdes' lamenta profundamente o falecimento de Jorge Sampaio”, acrescenta o partido.

“Os Verdes” recordaram que, como parte integrante da coligação autárquicas 'Por Lisboa', em 1989, “trabalhou diretamente com Jorge Sampaio” na Câmara de Lisboa e que apoiou, em 1996, “na primeira volta, a sua candidatura à Presidência da República”.

“Estes factos demonstram que, pese embora as posições políticas diferenciadas que foram sempre assumidas, o PEV reconheceu em Jorge Sampaio, em determinados momentos e circunstâncias, o papel absolutamente relevante para as respostas políticas que se impunham”, acrescentou o partido.

O antigo Presidente da República, prossegue a nota, “é uma figura incontornável do Portugal democrático”, que deixou um “contributo inegável e indelével para a defesa e o exercício efetivo da democracia”.

“Jorge Sampaio, da mesma forma que era uma pessoa direta e determinada, era um homem que não escondia a suas emoções”, completou o partido.

O antigo chefe de Estado estava internado desde dia 27 de agosto no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, com dificuldades respiratórias.

Sampaio estava no Algarve, mas após sentir dificuldades respiratórias, e "dado o seu historial de doente cardíaco", foi transferido para Lisboa, disse na altura com fonte do seu gabinete.