A Figueira da Foz foi uma das derrotas destas Eleições Autárquicas para o Partido Socialista, mas uma grande vitória para Santana Lopes.

Vinte anos depois, Pedro Santana Lopes reconquistou a autarquia pelo movimento Figueira a Primeira (FAP), apesar de uma margem muito reduzida: menos de mil votos separam os dois candidatos mais votados.

O candidato independente angariou 40,39% dos votos (12.528), contra os 38.35% (11.909) do socialista Carlos Monteiro. No total, ambos candidatos angariaram quatro mandatos. Os sociais democratas ficaram em terceiro lugar no concelho, com 10.83% dos votos e o PCP-PEV com 2.68%.

Em declarações quando ainda faltava apurar uma freguesia, o candidato independente disse ter conseguido um “resultado extraordinário”.

"Há uma realidade incontornável: o Partido Socialista é um grande partido, teve grandes resultados em vários concelhos do país; o Partido Social-Democrata é um grande partido, teve grandes resultados em vários concelhos do país", mas na Figueira da Foz "um movimento independente, constituído não há três anos, mas há três meses, conseguiu vencer as eleições para a Câmara Municipal", começou por declarar.

Ganhar nestas circunstâncias é uma proeza sem igual, porque, contra todas as tropelias, todas as armadilhas, todas as impugnações e contra os partidos grandes, médios e pequenos", afirmou aos jornalistas, numa primeira reação às sondagens televisivas e aos resultados preliminares.

Candidato do PS assume derrota e destaca "fenómeno" Santana Lopes

 O candidato do PS à Câmara da Figueira da Foz e atual presidente, Carlos Monteiro, assumiu na noite de domingo a derrota nas eleições autárquicas para o executivo municipal, atribuindo-a ao “fenómeno” de Santana Lopes.

“Temos aqui um resultado em que o fenómeno de Santana Lopes existiu e o fenómeno de Carlos Monteiro não existiu”, disse o candidato do PS, num discurso perante algumas dezenas de militantes ao final da noite de domingo.

O PS ganhou 11 freguesias, o PSL [movimento Figueira a Primeira] duas e o PSD uma. É um resultado atípico que evidencia que a derrota é minha”, frisou Carlos Monteiro.

Pelas contas do candidato, o PS ganha 11 em 14 juntas de freguesia da Figueira da Foz e tem “maioria” na Assembleia Municipal, perdendo, no entanto, a Câmara Municipal que liderou nos últimos 12 anos.

“ínhamos um bom programa, não foi essa a decisão dos figueirenses, é evidente que respeitamos, respeitamos as decisões todas em democracia, vamos continuar a trabalhar para o progresso da Figueira. Aqui, se houve alguém responsável pela derrota, fui eu, enquanto presidente da comissão política [concelhia do PS] e enquanto candidato à Câmara”, sustentou.

Numa intervenção feita ainda sem dispor de resultados totais, nomeadamente os relacionados com a maior freguesia da Figueira da Foz – Buarcos e São Julião, que reúne a cidade e a vila de Buarcos – o candidato do PS admitiu ter perdido naquela freguesia urbana para o movimento Figueira a Primeira de Pedro Santana Lopes.

“Os resultados em Buarcos e São Julião são da dimensão que são, perdemos a Câmara”, precisou Carlos Monteiro.

Rafaela Laja