Após ter anunciado a vitória autárquica na Figueira da Foz, Santana Lopes não perdeu tempo a afirmar que a sua morte política foi anunciada cedo de mais. É um resultado que “prova para muita gente a razão pela qual eu há muitos anos decidi sair da força política por que lutei durante várias décadas”, diz, referindo-se a quando saiu do PSD para formar o Aliança.

“O que se passou aqui julgo que seja prova disso”, explica, ressalvando que o seu respeito pelo PSD “é o mesmo de sempre”. Mas, como sempre, “os factos falam por si”.

Questionado se na Figueira o derrotado é o PSD, Santana nega, ainda que sinta que está a escrever história - “um bocadinho”, pelo menos. “Dentro da nossa pequenez e humildade. Somos um grão de areia no meio disto”.

“Agora, com certeza na vida da Figueira, estamos a fazer história e a contribuir para fortalecer a democracia”, afirma, destacando que ainda não sabe os resultados finais, apenas sabe que ganhou.

Santana aproveitou ainda para realçar, de uma perspetiva de quem já esteve em partidos grandes e pequenos, as dificuldades de concorrer como independente a estas autárquicas. “Foi muito difícil”.

Vinte anos depois, Pedro Santana Lopes diz ter reconquistado a autarquia pelo movimento Figueira a Primeira (FAP), sondagens colocam-no com 41 a 46% dos votos, conseguindo 4 a 5 mandatos.