O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, garantiu que a sua agenda continua a mesma, apesar dos protestos que têm interrompido colegas seus do Governo em eventos públicos.

«Eu não mudei nada na minha agenda», afirmou aos jornalistas em Tabuaço, após a assinatura de contratos de concessão experimental de tungsténio e de ouro com a empresa canadiana Colt, realizada numa cerimónia reservada na Quinta do Convento de S. Pedro das Águias, cujos acessos estavam controlados pela GNR.

O governante considerou que, numa altura em que se vive «a pior crise do último século» e as taxas de desemprego são muito elevadas, sobretudo entre os jovens, «é muito natural que haja descontentamento, que as pessoas não estejam satisfeitas».

«É natural, numa altura em que um Governo se vê obrigado a implementar toda uma série de medidas que não são populares, que haja descontentamento», sublinhou, dizendo ser fundamental avançar com medidas «para que Portugal possa recuperar a sua economia», volte a crescer e a criar emprego.

Álvaro Santos Pereira defendeu que, neste momento, o mais importante é o Governo ter «medidas para apoiar o investimento», de forma a atingir esses objetivos.

«Não é sustentável continuar com estas taxas de desemprego e estarmos permanentemente como estivemos nos últimos 12/13 anos: ou em estagnação económica ou em crise. Obviamente, não traz esperança para ninguém», realçou.
Redação / CP