O ministro português Augusto Santos Silva justificou esta segunda-feira a posição do Governo português em reconhecer Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, como presidente do país, com "o encargo de convocar, preparar e organizar eleições presidenciais livres, inclusivas e justas".

Portugal reconhecerá e apoiará a legitimidade do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como Presidente interino, nos termos constitucionais venezuelanos, com o encargo de convocar e organizar eleições livres, justas e de acordo com os padrões internacionais”, disse o ministro numa conferência de imprensa em Lisboa.

À semelhança de outros países europeus, "o Governo português considera que o senhor Juan Guaidó possui a necessária legitimidade para assegurar uma transição pacífica, inclusiva e democrática, que permitirá evitar uma escalada da violência no país e restituir aos venezuelanos o poder de decidir livremente o seu destino, com vista a conduzir o seu País a um caminho de paz e prosperidade".

A posição expressa em comunicado foi reafirmada pelo ministro em conferência de imprensa, onde anunciou que estará na quinta-feira em Montevideu, capital do Uruguai, para a primeira reunião do Grupo de Contacto internacional criado para a Venezuela.

"Preocupação número 1"

Santos Silva justificou ainda a posição do Governo, defendendo que "superar o atual impasse político é a melhor medida que pode fazer-se na defesa dos interesses dos portugueses e luso-venezuelanos".

Aquilo que põe em risco o bem-estar da numerosa comunidade portuguesa e luso-venezuelana é o agravar da instabilidade política e o agravar das condições económicas e sociais que hoje já são tão terríveis", afirmou o ministro.

Questionado sobre a existência de uma intervenção para apoiar os emigrantes portugueses na Venezuela, em caso de necessidade, Santos Silva garantiu que "Portugal tem preparados planos de contingência para todos os países onde há comunidades portuguesas significativas".

Isso significa ter cuidados em matéria de segurança e cuidados em matéria de apoios extraordinários de que os portugueses necessitem", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, defendo, contudo, "que não há nenhuma vantagem em pormenorizar essas medidas, sob pena de diminuir a eficácia dos planos"

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