O secretário de Estado Adjunto e da Saúde garantiu este sábado que será encontrada uma solução para os novos doentes do Hospital de Braga para as especialidades de infecciologia, nefrologia, reumatologia e imunoalergologia, que o hospital vai deixar de receber.

Através de uma nota interna, divulgada na sexta-feira, a instituição de saúde comunicou aos seus profissionais que a partir do dia 18 de Janeiro vai deixar de receber novos doentes para aquelas especialidades médicas, alegando que «não fazem parte do perfil assistencial» da instituição.

As centenas de doentes que são seguidos nesta instituição - só na consulta VIH são cerca de 600 - «continuarão a sê-lo, assegurando o hospital o serviço, tal como era assegurado até aqui», garantiu na altura o conselho de administração.

Em relação aos novos doentes, estes deverão ser «encaminhados pelos centros de saúde para as unidades de saúde que constam das redes de referenciação existentes».

Este sábado, confrontado pela Lusa com esta questão, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde revelou que o Ministério da Saúde está já a trabalhar, juntamente com o Hospital de Braga, na procura de uma solução que assegure a assistência aos doentes que necessitem de uma primeira consulta naquelas especialidades.

«Seguramente vamos encontrar uma solução», garantiu Manuel Pizarro, à margem da tomada de posse dos órgãos sociais da Ordem dos Médicos Dentistas.

Manuel Pizarro admitiu a existência de «um conjunto de dificuldades» relacionado com os termos do concurso da parceria para o Hospital de Braga, com gestão privada desde Setembro de 2009, mas frisou que esses termos foram definidos antes de 2005.

«Manifestamente não pode ser assacada nenhuma responsabilidade [a este Governo] pela definição desse perfil assistencial», apontou o governante.

«Independentemente das dificuldades que o Hospital de Braga possa estar a enfrentar nós estamos num esforço de cooperação com o hospital para encontrar uma resposta que seja adequada a todos», disse o secretário de Estado, não garantindo, no entanto, que essa solução chegue antes do dia 18 de Janeiro.

«Temos a expectativa de que essa solução está ao nosso alcance, mesmo que demore mais alguns dias não será isso que impedirá que as pessoas continuem a ser assistidas sempre necessitem do Serviço Nacional de Saúde, também em Braga», acrescentou.
Redação / CP