Paulo Portas considera que a decisão do Presidente da República de convocar eleições para o dia 30 de janeiro foi a mais "democrática". O comentador da TVI acredita que esta é a data "é a primeira data que permite que os portugueses venham a escolher com os dois eixos da alternativa, o PS e PSD, organizados".

Achei o discurso bom. A data é mais correta do ponto de vista democrático e coloca o Presidente da República acima dos partidos. (…) 30 de janeiro é a primeira data que permite que os portugueses venham a escolher com os dois eixos da alternativa, o PS e PSD, organizados. Não sei que vantagem teria o país em fazer uma escolha com uma das partes desorganizada”, diz Paulo Portas.

Portas acrescenta ainda que Marcelo Rebelo de Sousa, para além de ter acertado quanto à data, "foi esclarecedor no fundamento da dissolução [da Assembleia da República]".

Sérgio Sousa Pinto esclarece que 30 de janeiro foi "uma data bem escolhida", considerando-a "sensata e algo que o país compreenderá", e realça que a crise política não se prendia com o chumbo do Orçamento, mas sim com "problemas mais profundos que inquinavam a governabilidade até ao fim da legislatura".

A escolha do presidente é muito mais feliz do que a lhe foi sugerida pelos partidos”, refere Sérgio Sousa Pinto.

Sousa Pinto considera que este foi colocar da "lápide" sobre a "geringonça". O comentador da TVI lembra no entanto que esta não foi uma situação provocada pelo Presidente da República, mas sim pelo Bloco de Esquerda, PCP e PS.

Por fim, Sérgio Sousa Pinto revelou que acredita que o PS vai vencer as eleições antecipadas. No entanto, deixou um recado quer aos socialistas quer aos sociais-democratas.

Estou convencido que o PS vencerá as eleições, mas pode não vencer. Se vencer, espero que o PSD viabilize os Orçamentos socialistas e, se o PSD vencer as eleições, espero que o PS viabilize os Orçamentos sociais-democratas e liberte o PSD da chantagem que lhe seria criada pelo Chega”, culmina Sousa Pinto.

Paulo Portas e Sérgio Sousa Pinto analisaram o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa no Jornal das 8, na TVI.

Nuno Mandeiro