O coordenador do PS para a área da Saúde, António Serrano, considerou, esta quarta-feira que os autarcas dos municípios afetados pelo eventual fecho de 16 serviços de urgência protestam «com razão».

Segundo António Serrano, a proposta da Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência de encerramento «de mais de uma dúzia de urgências» foi feito «sem o envolvimento de ninguém», por isso, considera que «os autarcas protestam com razão, porque não foram ouvidos».

À margem de uma visita às obras do hospital da Guarda, o deputado socialista referiu que o atual Governo, com «estudo atrás de estudo, vem tirando recursos e serviços do interior» do país.

O estudo da Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência prevê o encerramento de 16 serviços de urgência classificados enquanto tal num despacho de 2008.

A lista inclui serviços de urgência em Valongo, Oliveira de Azeméis, Idanha-a-Nova, Tomar, Montemor-o-Novo, Estremoz, Serpa, Lagos, Loulé, Macedo de Cavaleiros, Fafe, Santo Tirso, Peniche, Agualva-Cacém, Montijo e Lisboa (Hospital Curry Cabral, cujo encerramento já se efetivou).

O deputado António Serrano criticou o estudo agora revelado, afirmando que o PS rejeita «que o Governo utilize esta forma de comunicar, dizendo depois que não se compromete com os estudos, mas, no fundo, vai preparando a população para encerramentos e mais encerramentos».

Durante a visita ao hospital da Guarda, o coordenador do PS para a área da Saúde, António Serrano, defendeu ainda a manutenção da maternidade local. «Somos contra [o encerramento do bloco de partos], porque não faz sentido haver um distrito sem maternidade», justificou.