A secretária de Estado da Saúde considerou esta quarta-feira que o aumento de cirurgias em 2018, sobretudo devido ao recurso aos privados e setor social, prova que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) dá “toda a resposta” que é necessária.

“O que temos de garantir é que as necessidades dos portugueses são cumpridas e, se para isso, for preciso recorrer aos serviços privados e setor social aí recorremos porque o que temos de garantir é que as respostas são cumpridas”, disse Raquel Duarte.

A governante falava à margem da sessão “Compromisso para a Humanização Hospitalar", em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, cerimónia onde também marcou presença a ministra da Saúde, Marta Temido.

Quando não existe resposta que permita internalizar todas as necessidades, o SNS tem de garantir que essa seja encontrada onde ela houver, referiu, acrescentando que esse é o compromisso do Governo.

Raquel Duarte assumiu não estar satisfeita com esta solução, mas é a possível enquanto o objetivo de internalizar as respostas não for atingido.

Mas, tem sido feito em “grande esforço” na internalização da resposta, vincou, adiantando haver um aumento da procura e uma produção cada vez maior.

O número de cirurgias aumentou em 2018 e atingiu o valor mais alto de sempre, com quase 595.000 doentes operados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), um crescimento que se deveu sobretudo ao recurso aos privados e setor social.

Segundo o Relatório Anual de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas relativo a 2018, o número de doentes operados cresceu para 594.978 (mais 0,1% do que em 2017), uma resposta ao aumento dos doentes propostos para cirurgia (706.103 em 2018, mais 6.971 do que em 2017).

Falando na realização de 670 mil cirurgias por ano, a secretária de Estado explicou que esse número se deve, em grande parte, ao regime de ambulatório, o que permite aos hospitais operarem mais pessoas.

“Em 2010, a maior parte das cirurgias era feita em internamento, hoje quase 66% destas são de ambulatório, o que é uma mais-valia”, reforçou.

A atividade cirúrgica da responsabilidade do SNS reparte-se entre hospitais do SNS que incluem Entidades Públicas Empresarias, Setor Público Administrativo e Parcerias Público-Privadas, sendo responsáveis por 89,0% da produção total em 2018, mas considera também a atividade realizada pelos hospitais protocolados (5,8%) e pelos hospitais convencionados (5,2%).