O Secretariado Nacional do PS propôs esta segunda-feira as eleições directas para o cargo de secretário-geral do partido e a realização do próximo congresso nacional para Fevereiro de 2009, três meses depois das datas previstas pelos estatutos, noticia a agência Lusa.

Em conferência de imprensa, no final da reunião do Secretariado Nacional do PS, Augusto Santos Silva disse que a direcção do partido avançará com estas propostas na próxima reunião da Comissão Nacional, ainda sem data marcada.

Pelo calendário do Secretariado Nacional do PS, as eleições directas para a escolha do líder deverão realizar-se no início de Fevereiro e o congresso no final desse mesmo mês.

Interrogado sobre os motivos de o PS optar por adiar três meses a escolha do líder e a realização do congresso, Augusto Santos Silva relacionou a proposta do Secretariado Nacional com o próximo ciclo eleitoral.

«Sendo 2009 um ano marcado por três eleições (legislativas, europeias e autárquicas), e sendo o congresso do PS um momento alto para apresentação das propostas do partido e dos seus protagonistas, as datas de Fevereiro beneficiam muito em não serem distantes do próximo ciclo eleitoral», justificou Augusto Santos Silva.

Ainda de acordo com este dirigente socialista, as eleições directas para os presidentes das federações e para a realização dos congressos federativos deverão realizar-se em Novembro deste ano.

Interrogado sobre a proposta do PSD de realizar eleições autárquicas e legislativas em simultâneo em Outubro do próximo ano, Augusto Santos Silva referiu que o Secretariado Nacional do PS «ainda não ponderou essa matéria».

«O PS respeitará escrupulosamente a lei no que se refere aos calendários eleitorais. A marcação das eleições legislativas compete ao Presidente da República e a marcação das eleições autárquicas ao Governo», disse.

Sobre o processo de marcação das eleições autárquicas - uma competência do Governo -, Augusto Santos Silva referiu que o Executivo ouve primeiro todos os partidos e só depois as marca «em concertação» com as forças políticas.
Portugal Diário