José Sócrates quebrou o silêncio em entrevista à RTP e aproveitou para assegurar que não fez uma política despesista e falou nas Parceiras Público-Privadas.

«Não reconheço que tive uma política despesista. Reconheço que temos problemas estruturais, a nossa economia tem problemas de relacionamento com o exterior que tem de corrigir, mas fiz o possível para responder a esses problemas», referiu, entrando então nas PPP.

«Essa é uma história muito mal contada, nomeadamente no que diz respeito aos encargos líquidos para o futuro. Quanto às parceiras rodoviárias são 22 e eu lancei 8. A ideia que fui o pai das PPP é excessivo. Quanto aos encargos futuros que recebi em 2005 eram de 23 mil milhões de euros. Os encargos futuros em 2012 eram de 19 mil milhões. Ou seja, os encargos futuros com PPP a partir de 2012 são menores do que as que eu deixei», frisou.

Sócrates recorda que introduziu alterações nas SCUT, como as portagens, e o Governo ampliou essa estratégia. «A verdade é que houve renegociação das SCUT, sendo que o peso em 2005 era de 10 mil milhões e em 2012 de 4 mil milhões».
Redação / FC