O militante socialista Fonseca Ferreira disse à Lusa que será candidato à liderança do PS, uma decisão tomada este sásbado em plénário pela corrente «Esquerda Socialista».

«Dado que é uma condição para apresentarmos uma moção política de orientação nacional, vamos apresentar um candidato a secretário-geral», afirmou Fonseca Ferreira à Lusa, no final da reunião plenária da corrente de opinião «Esquerda Socialista», que decorreu num hotel de Lisboa.

A candidatura de Fonseca Ferreira nas eleições directas para a liderança do PS junta-se à do actual secretário-geral, José Sócrates, e à de António Brotas, que foi anunciada na sexta-feira, em Leiria.

Defendendo que «não tem havido debate político interno dentro do Partido Socialista», Fonseca Ferreira diz que sua «luta principal é para que dentro do partido haja pluralismo».

«O nosso objectivo central é pugnar pelas mudanças que é preciso fazer no Partido Socialista para fortalecer o Partido Socialista. Lutamos pelo reforço do Partido Socialista para podermos enfrentar os problemas do país», afirmou Fonseca Ferreira.

A moção ao congresso da candidatura de Fonseca Ferreira vai chamar-se «PS vivo, Portugal positivo».

O anunciado candidato defende que «devem ser reforçadas as condições de transparência dos actos eleitorais» para que não aconteçam «episódios lamentáveis» como o que considera que se verificou nas eleições da federação de Coimbra, cujos resultados foram impugnados pelo candidato derrotado, o deputado Vítor Baptista, que alegou irregularidades, tendo posteriormente o conselho de jurisdição do partido concluído pela validade das eleições.

Para Fonseca Ferreira, quando há mais do que uma lista, devem ser dadas «condições de igualdade», como o «acesso à listagem dos militantes», assim como o estabelecimento de prazos para a regularização do pagamento de quotas.

«Deve ser imposto um prazo para que as quotas estejam em dia, provavelmente até antes da apresentação da candidatura», afirmou Fonseca Ferreira, que não concorda, por outro lado, que seja alargado o prazo para que os militantes possam candidatar-se e ser eleitos a órgãos do partido.

«É continuar a entravar a chegada de novos militantes, é mais uma limitação administrativa», justificou. Actualmente esse prazo é de seis meses, mas o líder da distrital de Setúbal, Vítor Ramalho, defende o seu alargamento.

António Fonseca Ferreira esteve à frente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) durante dez anos, até 2009, e preside actualmente à empresa Arco Ribeirinho Sul, SA, depois de nas últimas eleições autárquicas não ter conseguido ser eleito para a presidência da Câmara de Palmela, onde é vereador sem pelouro.