O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reforçou este sábado as críticas à política do Governo, considerando que, ao fim de quatro anos de governação socialista, o país «está mais injusto, desigual e endividado», informa a Lusa.

«O Governo não é capaz de fazer um balanço a sério porque não tem razões para isso. O país está pior, mais injusto, desigual e endividado», observou. Durante um encontro com a população de Montargil, no concelho de Ponte de Sôr, o líder dos comunistas recusou «baixar os braços», perante a governação do primeiro-ministro, José Sócrates.

Jerónimo de Sousa acusou ainda o Governo de ao longo dos últimos quatro anos «ter feito o contrário do que prometeu» aos portugueses. «E agora a crise é o bode expiatório para tudo, mas o Governo não consegue explicar porque é que antes da crise a situação do país já era má», criticou.

Numa alusão às próximas eleições legislativas, o líder comunista questionou os motivos que levam o PS a reivindicar uma nova maioria absoluta. Respondendo ao mesmo tempo que «se for para seguir o mesmo caminho, então os resultados são os mesmos».

Sobre o sol forte que se fazia sentir naquela localidade alentejana, a banca também foi alvo de criticas por parte de Jerónimo de Sousa.

«Antes não havia dinheiro para nada, mas assim que a crise rebentou o Governo foi acudir aos bancos e aos banqueiros», disse, classificando os casos do BPN e do BPP como «casos de polícia».