Pelo segundo dia consecutivo o PSD caiu nas intenções de voto, depois de quatro dias seguidos a recuperar terreno ao PS, desde que se iniciaram as sondagens da Pitagórica para a TVI, Jornal de Notícias (JN) e TSF, no último sábado. Já o Partido Socialista registou uma forte recuperação de 1,9 pontos percentuais. O que significa que voltou a aumentar a distância entre os socialistas e os sociais-democratas.

Se as eleições fossem esta quinta-feira, António Costa venceria com 38,3% dos votos, contra 26,8% do PSD, que registou uma quebra de 0,2 pontos percentuais (de 27,0% para 26,8%). A distância entre os dois partidos situa-se agora nos 11,5 pontos percentuais. 

O terceiro partido com mais intenções de voto, continua a ser o Bloco de Esquerda, que não registou qualquer variação, mantendo-se com 10,6%. 

A quarta maior força política é a CDU, que obteve 5,3% das intenções de voto, menos 1,6 pontos percentuais que na última sondagem. Foi a maior queda entre partidos. O CDS-PP mantém os 4,4% nas intenções de voto que já havia registado quarta e terça-feira.

O partido de André Silva - PAN - subiu ligeiramente de 3,0% para 3,3% das intenções de voto (uma subida de três décimas).

Partidos 25 de setembro 26 de setembro Variações
PS 36,4% 38,3% +1,9
PSD 27,0% 26,8% -0,2
BE 10,6% 10,6% 0,0
CDU 6,9% 5,3% -1,6
CDS-PP 4,4% 4,4% 0,0
PAN 3,0% 3,3% +0,3
Iniciativa Liberal 1,8% 1,3% -0,5
Livre 1,2% 1,1% -0,1
Chega 0,7% 0,7% 0,0
Aliança 0,5% 0,7% +0,2
Outros+Brancos/Nulos 7,6% 7,5% -0,1


Impacto da exposição mediática

 Apesar de ter passado de 23,5% negativos para 18,7% negativos, André Silva continua a ser o candidato com a pior avaliação no parâmetro do impacto da exposição mediática, que continua a ser liderado por Rui Rio com 13,8%.

António Costa recuperou ligeiramente no impacto da exposição mediática, passando de 8,9% negativos para 7,0% negativos. Além de Rui Rio, Carlos Pinto, da Iniciativa Liberal, registou a maior subida, de 11,8% para 28,6%.

A subir esteve também Jerónimo de Sousa, que passou de terreno negativo para positivo (de -0,5% para 1,6%), Pedro Santana Lopes, do Aliança, (de -3,4% para 1,6%) e Joacine Katar Moreira, do Livre, que sibiu de 0,0% para 16,7%. 

No sentido inverso, Catarina Martins desceu no impacto da exposição mediática de 0% para -6,0%, assim como Assunção Cristas, que baixou de -10,9% para -12,6%. André Ventura, do Chega, também desceu de -10% para -13,9%.

Já Marinho e Pinto, do PDR, manteve-se nos -16,7%.

FICHA TÉCNICA SONDAGEM

Durante 4 dias (22 a 25 de Setembro 2019) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, o JN e a TSF uma sub-amostra de 150 entrevistas representativa do universo eleitoral português (não probabilístico), tendo por base os critérios de género, idade e região.

O resultado do apuramento dos 4 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra 600 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,07%. 

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores identificados pelo relatório da ANACOM, sempre que necessário são selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral.

As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto nos vários partidos.

A taxa de resposta foi de 60,24% , a direção técnica do estudo é de Rita Marques da Silva. A taxa de abstenção expressa na sondagem é de 4,9% a que acresce 39,2% que na abordagem inicial se recusaram a responder à entrevista por não pretenderem votar nesta eleição, totalizando 44,1% de abstenção.

A Ficha técnica completa bem como todos os resultados foram disponibilizados junto da ERC que os disponibilizará oportunamente para consulta online.

/ CE