O presidente da Câmara de Odemira afirmou esta sexta-feira que os imigrantes realojados no complexo ZMar, na freguesia de Longueira-Almograve, “não têm de sair já”, apesar de a providência cautelar interposta pelos proprietários ter sido aceite pelo tribunal.

José Alberto Guerreiro disse, no entanto, que a decisão do Supremo Tribunal Administrativo não vai causar “nenhum tipo de sobressalto” ao plano de realojamento de trabalhadores rurais em curso e admitiu que a situação possa ficar resolvida mesmo antes de uma decisão final.

Não têm de sair já. A ordem, ou melhor, esta admissão da providência cautelar, não tem ainda o efeito decisório, está ainda em fase de poder ser contestada pela outra parte. Hoje de manhã saiu essa notícia, fiz um contacto a perguntar se havia algum efeito imediato, disseram que não, que o Estado ainda nem sequer havia sido notificado”, esclareceu o autarca.

Por outro lado, José Alberto Guerreiro garantiu que a situação já estava acautelada e adiantou que, a partir de agora, as pessoas que necessitem de ser realojadas serão encaminhadas exclusivamente para a Pousada de Almograve.

Já tínhamos um plano B, era uma situação que estava acautelada na nossa operação, que é o facto de eventualmente vir a ter estas situações resolvidas na Pousada de Almograve, que tem uma lotação considerável, 74 pessoas em duas alas, é um espaço com muita qualidade”, frisou.

Neste momento estão alojados 28 trabalhadores naquele edifício e, segundo o autarca, faltam realojar “45 pessoas”, mas ainda deverá ser encontrada “solução para mais 10”.

Entretanto, as pessoas estão a ser realojadas já em espaços a cargo das empresas” e o autarca espera que, no máximo até segunda-feira, todas os casos de realojamento estejam resolvidos.

O nosso propósito é que, nos próximos dias, não sei dizer se dois ou três, mas o máximo que desejávamos era que pudéssemos ter estas situações todas resolvidas até segunda-feira, para que este grupo voltasse à normalidade das suas vidas em segurança”, apontou José Alberto Guerreiro.

Nesse sentido, a autarquia está em diálogo com as entidades empregadoras que estão a realojar os seus trabalhadores “já em espaços a cargo das empresas onde trabalham” e com outras que empregaram migrantes que “não tinham trabalho”.

Os eventuais atrasos no processo devem-se, explicou o autarca, à necessidade de inspecionar todas as instalações onde os trabalhadores vão ser alojados.

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