O presidente do PSD recusou hoje, na cidade da Praia, em Cabo Verde, “uma limitação da entrada de turistas” em Portugal, defendendo antes “uma intervenção estatal que ajude a regular a oferta e a procura”.

A propósito do Dia Mundial do Turismo, que se assinala hoje, e no final de um encontro com o primeiro-ministro cabo-verdiano, Rui Rio manifestou-se contra uma “intervenção direta no setor do turismo para que haja menos turistas”.

Acho que não faz sentido nenhum, mas desconheço se alguém quer fazer uma coisa dessas”, adiantou.

A esse propósito, o líder do PSD referiu que existem outras medidas já em curso, como a taxa turística que alguns municípios estão a cobrar e que “pode fazer sentido nuns municípios e não fazer em outros".

"Há em Lisboa e no Porto e vai haver no Algarve”, disse, defendendo que se deve "ter sempre uma governação ligada ao que está a acontecer".

Neste momento temos uma procura muito grande face à oferta que existe, temos de ser capazes de regular isso”, acrescentou.

O presidente social-democrata aproveitou para sublinhar que “este ‘boom’ turístico não vai ser sempre assim”.

“Não temos que ter grandes preocupações com haver turismo a mais porque, para o bem e para o mal, eu penso que vai suavizar à medida que outros países que eram destinos turísticos importantes e que, por razões de segurança deixaram de o ser, a qualquer momento podem voltar a ser, como o Egito e a Tunísia”, referiu.

Rui Rio realiza hoje uma visita a Cabo Verde e teve como primeiro ponto de agenda uma audiência com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, no Palácio do Governo.

À tarde vai estar na Cidade Velha para participar na sessão de encerramento da Universidade de Verão do Movimento para a Democracia (MpD) e fará uma intervenção sobre a posição do PSD em relação à política externa.