Actualizado às 22:18

Esteve a meia haste, durante a madrugada, uma bandeira monárquica em frente da Câmara do Porto, na praça General Humberto Delgado. O acto foi reclamado pelo blog «Portugal Monárquico».

«Na noite de 3 para 4 do presente mês de Setembro, às tantas da madrugada em ponto, foi hasteada a última bandeira nacional monárquica, a carismática bandeira azul e branca representativa, ainda hoje, dos monárquicos nacionais, que não era vista nesta cidade desde a Monarquia do Norte de Janeiro de 1919. Foi assim, muito embora esta iniciativa não seja comparável à de Henrique de Paiva Couceiro e seus camaradas, restaurada a legitimidade monárquica na cidade do Porto, que rapidamente acolheu de braços abertos o renovado regime», explicam os autores em comunicado.

«Foi colocada nos postes que estão na praça General Humberto Delgado», explicou à Lusa o director municipal dos Serviços da Presidência da autarquia, Manuel Cabral. Os postes em causa são, contudo, utilizados para hastear as bandeiras oficiais da autarquia.

O símbolo monárquico esteve no local até às 6:00, altura em que foi retirado pelo segurança responsável por hastear as bandeiras do município todas as manhãs.

Veja o vídeo da colocação da bandeira:

O cabeça de lista do Partido Popular Monárquico (PPM) pelo distrito do Porto, Alfredo Corte-Real, negou qualquer envolvimento neste acto por parte do partido, embora tenha salientado, em declarações à agência Lusa, que «a vontade seja efectivamente essa: hastear algumas bandeiras azuis no país».

Em Agosto registaram-se incidentes semelhantes em Lisboa, levado a cabo por elementos ligados ao blogue 31 da Armada, e na cidadela de Cascais, um momento que foi exibido em vídeo num blogue «Os Conjurados».

«O Portugal Monárquico consiste num grupo de pessoas que partilham o ideal monárquico e que decidiram continuar a onda levantada por Portugal a dentro divulgando este mesmo ideal», refere o movimento numa resposta escrita ao tvi24.pt. «Para nós é essencial relembrar através destes símbolos monárquicos que a República é uma imposição, que ainda existem muitos portugueses que partilham dos nossos princípios e que a Monarquia em Portugal pode vir a ser uma realidade», acrescentam.

«Defensores de que a população deve, a seu tempo, ser levada a pronunciar-se sobre esta matéria em liberdade e em informação, somos da opinião que jamais alguém poderá representar Portugal, a nossa Nação, os nossos Valores e a nossa História, melhor que o próprio Rei de Portugal».

«Esta pretende ser a primeira de várias iniciativas a realizar ao longo das comemorações do centenário da república com o objectivo de chamar, por um lado, a atenção das pessoas para a realidade que é a opção monárquica e por outro, para mostrar àqueles que concordam connosco, mas que pensam que não vale a pena e que é uma causa perdida, que vale a pena, que afinal somos muitos, que melhor é possível».