O vereador do CDS na Câmara de Lisboa vai propor ao Executivo a instalação de videovigilância e a reabertura da circulação automóvel na zona do Intendente, para ajudar a eliminar a «chaga social» gerada pelo consumo de toxicodependência.

Depois de participar numa reunião com a população na freguesia dos Anjos, em que ouviu relatos de casos em que os toxicodependentes invadem casas ou se injectam a céu aberto, António Carlos Monteiro considera que o município deve ser o primeiro a agir para promover a segurança.

«Vive-se uma situação de emergência e os agentes da PSP não conseguem ter uma actuação consolidada a todos os níveis. Os proprietários não conseguem arrendar, há prédios reabilitados vazios, os marginais são senhores da rua e as pessoas fecham-se em casa», disse o vereador à Lusa.

Em duas propostas que vai apresentar na quarta-feira para agendamento em reunião camarária, o autarca defende a instalação de um sistema de videovigilância e a reabertura a veículos ligeiros do Largo do Intendente Pina Manique (nas suas ligações com a Avenida Almirante Reis, a Travessa Cidadão João Gonçalves e a Rua do Benformoso) para aumentar o movimento na zona.

Além disso, indica a permissão de estacionamento longitudinal e apenas para residentes, com recurso a parquímetro, no mesmo Largo.

Também na quarta-feira, o vereador vai entregar um pedido de informação para questionar o presidente António Costa (PS) sobre a transferência da divisão da PSP para o Palácio da Folgosa, na freguesia dos Anjos, e os motivos do atraso desta medida.

O CDS quer saber também quantas intervenções prevê a autarquia para emparedar e limitar o acesso a prédios com portas e janelas abertas ou arrombadas e que fiscalizações têm sido feitas para averiguar a legalidade de licenciamento e funcionamento dos estabelecimentos de diversão do Intendente.
Redação / VG