PCP e PSD criticaram hoje a ausência do primeiro-ministro na discussão do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) no Parlamento, considerando uma atitude «inapropriada» e «lamentável». A questão foi levantada pelo líder da bancada do PCP, Bernardino Soares, que, no início da reunião plenária fez uma interpelação à mesa classificando como «inapropriado» que no dia em que se discute o PEC o primeiro ministro, José Sócrates, não esteja presente.

Na resposta, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão explicou que José Sócrates está neste momento no Conselho Europeu, considerando que esse «é um motivo mais do que justificado» para a sua ausência na Assembleia da República. «Bastará olhar para a representação do Governo para ver a elevada relevância» que o Executivo atribui à discussão do PEC, acrescentou Jorge Lacão, que tem a seu lado na bancada do Governo o ministro das Finanças, o ministro da Presidência, o ministro da Economia, a ministra do Trabalho, entre outros.

Já depois da justificação do ministro dos Assuntos Parlamentares, o deputado do PSD Agostinho Branquinho insistiu nas críticas, recordando que na última conferência de líderes os sociais democratas solicitaram o adiamento da discussão do PEC, mas o PS e o Governo «manifestaram-se frontalmente contra». «Pensámos que seria porque queriam que o primeiro-ministro aqui estivesse», disse, classificando como «lamentável» que o Governo e o PS não tenham acedido ao pedido de adiamento.

A vice presidente da bancada do PS Ana Catarina Mendes confirmou o pedido do PSD, mas justificou a discordância dos socialistas relativamente à marcação de uma outra data para a discussão do PEC argumentando que se trata de uma questão de «extremo interesse nacional».