O CDS-PP considerou esta sexta-feira que o Conselho Europeu registou «avanços positivos» na Zona Euro e defendeu o reforço do «rigor orçamental», os limites à dívida na Constituição e o novo tratado intergovernamental.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado centrista João Almeida referiu contudo que «no que diz respeito à União a 27 não se deve ignorar o facto de ter havido países que preferiram ficar de fora, principalmente a Inglaterra», como noticia a agência Lusa.

«É um problema para os 27 e, futuramente, para os 28, que não deve ser desvalorizado», assinalou.

No que respeita aos 17 países da Zona Euro, Almeida considerou terem havido «avanços que são muito importantes».

«É muito importante o limite à dívida na Constituição, nós sempre o defendemos, o CDS desde há muito tempo que vem alertando para essa necessidade, é uma forma de proteger as novas gerações», declarou, elogiando também o «tratado intergovernamental que facilita muito o processo de ratificação».

Para o CDS-PP, «haver também avanços ao nível do rigor orçamental é algo que há muito» devia ser feito, visto que «protege também a execução orçamental nos diversos países e as novas gerações».

João Almeida apontou ainda como positivo «o facto de relativamente às sanções ter havido um recuo, portanto, haver a protecção da soberania dos Estados e não haver medidas que pusessem em causa essa soberania».
Redação / ACS