José Sócrates será suspeito no processo de investigação sobre o caso Freeport que decorre no Reino Unido, noticia a revista «Visão». O gabinete do primeiro-ministro remete qualquer explicação para as declarações de Cândida Almeida, que diz não haver nenhum suspeito ou arguido no processo em investigação.

O primeiro-ministro português será suspeito de solicitar, receber ou facilitar pagamentos, segundo avançou a SIC Notícias. A informação terá sido veiculada pelas autoridades britânicas na resposta a uma carta rogatória, enviada pelas autoridades portuguesas em 2005 e que estará nas mãos das autoridades portuguesas desde 7 de Dezembro.

Segundo a TVI, que cita a informação contida na carta rogatória, José Sócrates ter-se-á reunido com Charles Smith, no mesmo dia em que o chumbo ambiental foi discutido no Ministério do Ambiente.

Na carta rogatória, segundo informou a TVI, posteriormente à aprovação do Outlet terão sido feitos três ou quatro pagamentos de 50 mil libras (54 mil euros ao câmbio actual) à Smith & Pedro. Deste dinheiro terão sido feitos pagamentos a um primo de José Sócrates.

Ainda segundo a informação da estação de televisão, Sócrates será o principal suspeito do processo. Na carta são ainda nomeados outros suspeitos portugueses, mas não são políticos.

Contas de Sócrates sobre suspeita

A revista «Sábado» afirma na edição que chegará esta quinta-feira às bancas, que «os investigadores ingleses querem ver as contas bancárias do primeiro-ministro». A publicação adianta que as autoridades portuguesas estarão a investigar um e-mail enviado pela Smith & Pedro para pessoal de Sócrates.

Devido às notícias publicadas, o gabinete do primeiro-ministro remete as explicações para as declarações desta quarta-feira da procuradora-geral da República adjunta Cândida Almeida e do próprio primeiro-ministro na Assembleia da República. Também o procurador-geral da República, que se encontra ausente do país, informou que esta quinta-feira será divulgado um comunicado sobre esta matéria.

Recorde-se que o Departamento Central Investigação e Acção Penal, dirigido por Cândida Almeida, informou que não há «indícios relevantes» sobre qualquer ministro português.
Redação / CLC