As moções de censura do PCP e do Bloco de Esquerda ao Governo foram rejeitadas esta quinta-feira, com os votos contra de PSD e CDS-PP e a abstenção do PS.

As moções, que estiveram em discussão na Assembleia da República ao longo de quase 4h30, contaram com os votos favoráveis de PCP, BE e Partido Ecologista Os Verdes.

No debate, o grande silêncio foi o de Paulo Portas, apesar do pedido de várias bancadas parlamentares para que discursasse. Todos esperavam que o ministro dos Negócios Estrangeiros fechasse o debate, mas foi Pedro Mota Soares a fazê-lo - aproveitou para garantir «maiores sacrifícios do lado do Estado».

Durante o debate, PCP e BE acusaram o Governo de «falhanço», lançando duras críticas ao aumento da carga fiscal, um «colossal aumento de impostos».

Luís Fazenda e Jerónimo de Sousa foram unânimes na convicção de que «o país não pode esperar até 2015», para «demitir» o Governo. Uma demissão pedida também por Francisco Louçã.

Já Passos Coelho sublinhou que nunca se «escondeu» por detrás do ministro das finanças, no anúncio da austeridade aos portugueses, ao mesmo tempo de António José Seguro exigiu um pedido de desculpas do primeiro-ministro aos portugueses.

A garantir uma «maioria estável» está o CDS, assegurou Hélder Amaral, apesar de não se ter levantado para aplaudir Passos Coelho no plenário, o único deputado da coligação que não o fez.

O ministro das finanças, sentado do lado direito de Passos, levantou-se praticamente no final do debate para elogiar o povo português e garantir que a «troika sairá do país em junho de 2014».
Redação / Rita Leça