O secretário-geral do PCP destacou esta quinta-feira 50 propostas do «compromisso eleitoral» dos comunistas. Jerónimo de Sousa afirmou ainda que «quem manda em Portugal é o povo português e não a senhora Merkel».

Entre as medidas propostas estão a renegociação da dívida, a conversão automática de falsos recibos verdes em contratos de trabalho, a reposição dos abonos de família, o aumento do salário e pensões mínimos, a tributação fiscal da banca a 25 por cento e o fim das Parcerias Público Privadas, escreve a Lusa.

«Por enquanto, quem manda em Portugal não é a senhora Merkel [chanceler alemã], nem a troika. O povo português é o decisor do nosso devir coletivo», disse Jerónimo de Sousa, em conferência de imprensa, na sede do PCP, em Lisboa.

«A senhora Merkel nunca refere, por exemplo, a diferença salarial existente entre os trabalhadores portugueses e alemães, que resulta da sua capacidade económica, mas também foi reforçada à conta da liquidação dos nossos sectores produtivos», continuou.

O líder comunista comentava assim as recentes declarações da chanceler alemã relativamente à necessidade da diminuição das férias e da idade de reforma dos portugueses.

O secretário-geral comunista defendeu ainda que as propostas do seu partido «exprimem um sentido de ruptura e mudança com o atual rumo de desastre nacional».

«Propostas que, ao invés do pacto de submissão e agressão que PS, PSD e CDS assinaram, não se destinam a proteger os ricos e os poderosos, mas a garantir a melhoria das condições de vida, o reforço do aparelho produtivo e a defesa da soberania nacional», concluiu.
Redação / PB