Têm sido várias as bandeiras que Vitorino Silva tem carregado ao longo dos debates televisivos e na campanha eleitoral que decidiu inaugurar, esta manhã, no Hospital de São João, no Porto. Defende que é um candidato de esquerda, mas às direitas, não sabe em quem vai votar no dia 24 de janeiro e houve tempo para uma revelação: o candidato de Rans já foi convidado para a reunião no Infarmed. 

Vitorino Silva explicou que se candidatou pela segunda vez à Presidência da República por ser "um homem da terra" e acreditar que a "terra tem muita força". Disse ainda que é um "português igual a todos os outros" e não se sente inferior aos restantes candidatos. 

Neste momento, ninguém tem nenhum voto. Estamos todos no ponto de partida.(...) O povo ainda não votou, as urnas abrem no dia 24 e depois vão contar-se os votos.", disse em entrevista a Miguel Sousa Tavares, na TVI e TVI24. 

O candidato alega que da mesma forma que foi um "bom Presidente da Junta [da Freguesia de Rans]", também pode ser um bom Presidente da República. 

"Sou o político que tem o melhor assessor, que é o povo"

Caso fosse eleito Presidente da República, Vitorino Silva garantiu que seria muito bem assessorado: "Sou o político que tem o melhor assessor, que é o povo".

Vou ser assessorado por 10 milhões de portugueses e tenho a certeza que estes 10 milhões vão torcer por mim e me vão ajudar, porque ninguém faz um bom papel como Presidente da República sozinho."

Vitorino assumiu-se como um candidato "rurbano" (rural+urbano), por conhecer o país todo e voltou a afirmar que apresenta uma candidatura à esquerda, mas "às direitas".

Eu para lavar a cara preciso da mão direita e da mão esquerda."

Vitorino já foi convidado para a reunião no Infarmed

Vitorino Silva revelou que já foi convidado para a reunião no Infarmed, que se realiza na manhã de terça-feira, depois de ter divulgado, num debate presidencial, que não tinha recebido nenhuma solicitação, ao contrário dos restantes candidatos.

O primeiro-ministro não tem que ter 10 milhões de telefones.", referiu. 

Questionado se, mesmo com esse percalço, iria marcar presença, respondeu: "Vou lá estar com toda a nobreza para dar o meu contributo, as minhas ideias".

Ainda sobre a pandemia em Portugal, Vitorino reafirmou que não se importa de ser o último português a ser vacinado, mas que não concorda que os idosos estejam no fim da lista de prioridades: "não podemos deixar ninguém para trás, e se tivermos, que não sejam os idosos".  

Cláudia Évora