A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen anunciou este sábado que a União Europeia assinou um contrato com a BioNTech/Pfizer para a compra de até 1,8 mil milhões de doses da vacina da covid-19.

No Twitter, Von der Leyen sublinha os progressos na vacinação e diz estar "feliz de anunciar que a Comissão Europeia acaba de aprovar um contrato que garante 900 milhões de doses (com mais 900 milhões opcionais) com a BioNTech/Pfizer para 2021/2022".

 

 

A presidente da Comissão Europeia promete ainda a vinda de novos contratos e tecnologias nos próximos tempos. 

O contrato com os laboratórios alemão e americano, aliados na produção de vacinas anti-covid-19, prevê entregas a partir deste ano e até 2023.

O novo contrato, que tem o aval dos Estados-membros da União Europeia, implicará não só a produção das vacinas, mas também a garantia de que todos os componentes essenciais devem ser provenientes da UE.

As novas doses permitirão, nomeadamente, proteger a população contra novas variantes do novo coronavírus, mas também vacinar crianças e adolescentes.

O contrato anunciado é o terceiro celebrado entre a UE e a aliança germano-americana.

De acordo com a agência France-Presse, a Comissão Europeia tem atualmente uma carteira de 2,3 mil milhões de doses de vacinas de várias empresas.

A Comissão, que negocia em nome dos 27 Estados-membros, assinou com a BioNTech e a Pfizer um primeiro contrato, em novembro, para um total de 300 milhões de doses da vacina.

Bruxelas assinou um segundo contrato em 08 de janeiro, também para 300 milhões de doses (incluindo 100 milhões opcionais).

No total, a UE recebeu 67 milhões de doses da vacina BioNTech-Pfizer no primeiro trimestre, e espera receber mais 250 milhões no segundo trimestre.

Espera-se que cerca de 280 milhões de doses sejam distribuídas no segundo semestre do ano.

A UE recorre às chamadas vacinas de RNA mensageiro, como as da BionTech-Pfizer e da American Moderna, uma tecnologia inovadora e considerada mais eficaz contra as chamadas variantes "sul-africana" e "brasileira".

A vacina da AstraZeneca, que usa tecnologia mais tradicional, sofreu graves atrasos na entrega, o que levou a UE a entrar com uma ação legal contra o laboratório sueco-britânico. Casos raros de trombose associada à sua inoculação também levaram à restrição de seu uso.

Von der Leyen disse que a Europa está a preparar a próxima fase da sua resposta à pandemia, incluindo vacinação de crianças e adolescentes, e tratamento de possíveis novas variantes.

Este sábado, à entrada para a Cimeira no Porto, o presidente do Conselho Europeu disse que o bloco está pronto para discutir uma proposta dos EUA de suspender as patentes das vacinas Covid-19 assim que os detalhes forem claros.

Relativamente à questão da propriedade intelectual, não acreditamos que haja uma solução mágica a curto prazo. Mas estamos prontos para iniciar esta discussão assim que uma proposta concreta seja feita", disse Charles Michel

O presidente do Conselho Europeu confirmou que durante o jantar informal entre chefes de estados foi abordada a questão do levantamento das patentes da vacina da covid-19. Michel disse também existir uma questão a resolver, nomeadamente o facto de os países anglosaxónicos deixarem de produzir para vacinação interna.

Charles Michel admite ainda existir a necessidade de libertar as patentes para ajudar os outros povos que não têm acesso facilitado à inoculação.