Além disso, 43% dos 717 entrevistados consideram Portugal um país «pouco» ou «nada seguro», segundo o «Barómetro 2006, Segurança, Protecção de Dados e Privacidade em Portugal», hoje apresentado em Lisboa.

O estudo foi realizado pela consultora PremiValor para a ADT, fornecedo ra europeia de soluções de segurança electrónica e detecção de incêndio.

A investigação realizada na Grande Lisboa, Grande Porto e Algarve (cidade de Faro) indica também que a via pública (73% das respostas), os transportes públicos e respectivos locais de acesso (71%) e os parques de estacionamento (65%) foram considerados como os locais mais inseguros, cita a agência «Lusa».

Apesar disso, existem espaços onde os portugueses se sentem seguros.

Nove em cada dez (90%) portugueses sentem-se seguros no local de trabalho, tal como nas bibliotecas (87%) e nos hospitais e centros de saúde (84%).

Factores como a melhoria das condições sócio-económicas (21%), a melhoria das condições e meios ao dispor das forças de segurança (15%o) e a melhoria da qualidade da educação nos estabelecimentos de ensino (15%) foram apontados como podendo contribuir para melhorar o clima de segurança em Portugal.

Mais de metade dos inquiridos (58%) afirmaram que se sentem mais seguros na presença de sistemas de videovigilância e a grande maioria considera que a utilização destes equipamentos contribui para prevenir comportamentos ilícitos (82%).

Além disso, o estudo indica que a maioria dos inquiridos estaria de acordo com a colocação de câmaras de videovigilância em caso de elevado risco de furto no local de trabalho (87%).

Existem locais onde os inquiridos afirmam que se sentiriam menos à vontade pela existência de videovigilância, como os condomínios e residências particulares (26%), as praias (16%) e os elevadores (11%).

Os locais onde a utilização de sistemas de videovigilância foi considerada importante para aumentar a segurança e/ou dissuadir comportamentos ilícitos foram os parques de estacionamento (12%), as discotecas e bares (10%), os aeroportos (10%) e os centros comerciais (10%).

Quatro em cada cinco inquiridos (80%) não sentem receio quando estão a ser filmados por câmaras de videovigilância.