«Creio que o vírus foi trazido para a Europa pelas aves migratórias, mas muito provavelmente já foram para longe», afirmou Zsuzsanna Jakab, directora do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças.

«Foi também por isso que a propagação não alastrou» além da Turquia, Roménia, Croácia e Rússia, onde a perigosa estirpe H5N1 da gripe foi identificada em aves mortas.

Mas quando as aves migratórias regressarem, na Primavera, «poderemos sem dúvida esperar de novo o aparecimento do vírus», disse Jakab. "Teremos de estar preparados para uma segunda vaga".

Acrescentou que, embora a preocupação dos europeus com a gripe das aves tenha baixado «para o nível que merece», o continente deve continuar a preparar-se para a eventualidade de uma mutação do vírus que o torne facilmente transmissível entre os seres humanos.

«Temos de estar extremamente vigilantes e continuar os preparativos para uma possível pandemia», concluiu.
Redação / Lusa/BP