«O câmbio do euro/dólar prejudicou as empresas europeias ao longo de 2004», apontou um analista do banco. «O dólar vai continua a corrigir até ao final do ano», prevê, «o que é bom para as empresas europeias», conclui.

A subida da moeda única europeia veio colocar à prova as empresas europeias. «Ao conseguirem sobreviver a estes dois anos de movimento ascendente só prova que são competitivas. Os resultados das empresas norte-americanas de 2004 beneficiaram com a queda do dólar, o que já não se vai verificar em 2005», sublinhou. O BBVA estima que o valor do euro se situe entre os 1,20 e 1,15 dólares no final do ano.

No ano passado, o sector automóvel europeu foi um dos mais prejudicados com este contexto, pois um dos mercados exportadores de veículos automóveis do Velho Continente é, precisamente, os Estados Unidos. Por isso mesmo, o sector automóvel vai beneficiar da queda do euro face ao dólar. Dentro do sector, o BBVA destacou a BMW. O grupo «tem apresentado modelos competitivos e tem vindo a ganhar quota de mercado», justificou. Além disso, «tem tido uma forte projecção nos Estados Unidos.»

A banca é outro sector atractivo nos mercados bolsistas europeus. Os últimos movimentos de fusão revelam isso mesmo, como é o exemplo da aquisição do escocês Abbey National pelo espanhol Banco Santander Central Hispaño (BSCH). «Este ano podem haver mais movimentos nesse sentido, sobretudo na banca alemã, mesmo a nível interno para reforço do sector», explicou o mesmo.
Sandra Pedro