Citados pelo Diário Económico, Paulo Portas replicou de imediato dizendo que isso obrigará a repôr as taxas de imposto que sofreram baixas durante os governos da coligação. ¿Tem que ir buscar o dinheiro a algum lado¿, desafiou o líder do CDS, que acabou por ficar sem resposta de Sócrates a esta questão.

Num debate de marcada clivagem entre o líder do PS e a direita, a discussão ficou voltada mais para a avaliação do passado. Santana a julgar os governos de Guterres e a lembrar o ¿pântano¿ (¿Deu muito trabalho para ir reerguendo¿). Sócrates a arrasar os últimos três anos de governação (¿Não só não crescemos nada como aumentamos a divergência com a Europa¿).

No estilo que tem marcado a campanha do CDS, Paulo Portas esforçou-se por defender a honra do partido democrata-cristão. A crítica de José Sócrates não se fez esperar: ¿Para o Dr. Santana Lopes esta coligação funciona como uma sociedade anónima - ninguém é responsável¿. E virou-se para Portas: ¿É uma sociedade de quotas. Parece que só é responsável pelo seu cantinho. E é tão responsável quanto o Dr. Santana Lopes pelo desemprego¿. Portas apontou o dedo e respondeu: ¿Estive, estou e nunca abandonei nem fugi¿.

Seguiu-se a discussão sobre os benefícios fiscais à banca, mas com todos de acordo quanto aos cortes verificados no OE2005. Louçã e Jerónimo foram os mais assertivos neste ponto, criticando o Governo de coligação por manterem níveis de privilégio. Sócrates deu assentimento à necessidade de equilíbrio, mas defendeu a importância do sector para a economia.
Redação / DE/MF