Arlindo Carvalho manifestou-se esta quarta-feira «expectante» e «tranquilo» à entrada do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), onde saberá qual a medida de coacção que lhe será aplicada como arguido no âmbito do caso BPN.

«Estou tranquilo na medida em que não cometi nenhum ilícito declarado», disse o ex-ministro da Saúde, que chegou cerca das 15h55 acompanhado pelo seu advogado, João Nabais.

O defensor de Arlindo de Carvalho explicou aos jornalistas que a deslocação dos arguidos ao TCIC se destina a tomar conhecimento das medidas de coacção que serão aplicadas pelo juiz Carlos Alexandre.

João Nabais disse ainda que é sempre dada a possibilidade à defesa dos arguidos de se pronunciar sobre estas medidas, antes de o juiz proferir o despacho.

Arlindo Carvalho foi ao TCIC prestar esclarecimentos no âmbito do caso BPN, antes do juiz Carlos Alexandre decidir qual a coacção a aplicar ao ex-ministro.



Neste processo constam já seis arguidos conhecidos. São eles Arlindo de Carvalho, José Neto, Pousa Flores, outro administrador da sociedade de gestão e exploração imobiliária, à qual o ex-ministro da Saúde tem ligações, Oliveira e Costa, ex-presidente da instituição bancária, Dias Loureiro, ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o banco, e Coelho Marinho, antigo administrador do BPN.
Redação / ARL