O ministro das Relações Exteriores do Brasil sugeriu hoje (sexta-feira) que o FMI combata os subsídios agrícolas nos países ricos, em vez de culpar os biocombustíveis pela alta internacional dos preços dos alimentos.

Celso Amorim defendeu durante o fecho da Conferência Regional da FAO, em Brasília, que o FMI deve ajudar a eliminar os subsídios agrícolas concedidos pelos «países mais ricos às suas ineficientes agriculturas», avança a «Lusa».

A declaração do ministro foi uma reposta ao director-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que declarou esta sexta-feira, em Paris, que «o pior» pode estar por vir no aumento dos alimentos e que os biocombustíveis representam «um verdadeiro problema moral».

Celso Amorin salientou que a produção brasileira de etanol a partir de cana de açúcar é uma prova de que é possível produzir biocombustíveis com consciência ambiental, nomeadamente em países pobres.

«Produzir biocombustíveis na Europa seria absurdo», disse o ministro, ao salientar que o potencial agrícola da América Latina e de África está reduzido «pelos subsídios que o mundo desenvolvido outorga à agricultura».
Redação / Lusa/SPP