As entidades bancárias aprovaram desde 12 de Janeiro 25 milhões de euros no âmbito da linha de crédito para o sector automóvel, 12,5 por cento dos 200 milhões disponibilizados pelo Governo, indica uma nota oficial.

«Sobre as Linhas de Crédito para o sector automóvel, já foram aprovadas pelas entidades bancárias cerca de 25 milhões de euros, em fase de disponibilização às empresas, estando dezenas de pedidos de crédito em fase de análise pelas respectivas entidades», refere a conclusão da 4.ª Reunião de Acompanhamento do Plano de Apoio do Sector Automóvel (PASA), na qual participaram as duas associações do sector, designadamente a ACAP e a AFIA.

Em declarações na semana passada à agência Lusa, o presidente da Associação dos Fornecedores da Indústria Automóvel (AFIA) adiantou que «há um número elevado de empresas [do sector] que ainda não solicitou ajuda no âmbito do plano».

«Terá que ver com as questões de elegibilidade. Algumas empresas neste momento já não reúnem as condições para ser elegíveis», explicou na altura Pedro Valente de Almeida.

O mesmo responsável também tinha referido anteriormente as dificuldades das empresas em obter financiamento por parte dos bancos.

O comunicado do Gabinete de Coordenação, divulgado pelo Ministério da Economia, indica que numa reunião na quarta-feira passada, foi comunicado à AFIA e à Associação Automóvel de Portugal (ACAP) que as «principais medidas do PASA já se encontram disponíveis às empresas».

Entre estas destacam-se as linhas de crédito de 200 milhões de euros para empresas do sector automóvel (disponíveis desde 12 de Janeiro), bem como os seguros de crédito à exportação intra OCDE (desde 19 janeiro) e extra OCDE (desde a passada terça-feira).

Também já se encontra operacional o programa Qualificação Emprego (desde 2 de Fevereiro) e os novos concursos QREN específicos para o sector, no valor de 50 milhões de euros (3 e 11 de Fevereiro).

Nesta segunda fase, explica, «caberá às empresas a apresentação das candidaturas, considerando-se que o processo decorre com a normalidade expectável, tendo em conta o ainda reduzido número de dias que as empresas tiveram para as preparar».

Sobre o Programa Qualificação-Emprego, a nota indica que «durante a primeira semana de vigor da medida foram já submetidas candidaturas, as quais se encontram em análise» e que os «contactos» mantidos com o sector «indiciam que outras serão submetidas nas próximas semanas».
Redação / RPV