Com as férias de Verão, o caso BPP deve arrastar-se até Setembro. Esta é a previsão de Durval Padrão, representante dos clientes do BPP, que espera que a solução, prometida pelo Ministério das Finanças «para breve», só chegue depois das eleições de 27 de Setembro. «A forma como este Governo quer resolver a questão não nos agrada. Ao mudar de Executivo há a esperança de que os clientes sejam tratados com Justiça».

O porta-voz dos clientes do banco apontou ainda para o facto do administrador provisório do BPP, Adão da Fonseca, estar de férias durante a primeira quinzena de Agosto como um motivo para o adiamento da solução. Um processo que, para Durval Padrão, não faz sentido, uma vez que exclui a participação dos clientes, «os únicos lesados». «Vamos sabendo do ponto da situação só por telefone com a assessoria do banco e com a CMVM».

Associação de Bancos reuniu-se com ministro das Finanças

No entanto, o presidente da Associação Portuguesa dos Bancos (APB) já se reuniu com o ministro das Finanças nesta sexta-feira, dia 31 de Julho.

António de Sousa, responsável da APB, está encarregue de levar ao gabinete de Teixeira dos Santos a posição dos principais bancos nacionais sobre o futuro do Banco Privado Português. Uma reunião que decorreu à porta fechada e que não deverá ser a única.

«É possível que sejam marcadas mais reuniões», disse à Agência Financeira António de Sousa, também ele de férias, sem querer revelar mais pormenores.

Questionados sobre se tiveram acesso ao conteúdo deste encontro, os clientes do BPP não tiveram sequer conhecimento que esteve teve lugar.
Redação / Ana Rita Leça