O primeiro-ministro, José Sócrates, disse esta quarta-feira que o Governo quer criar um modelo fiscal que permita a quem optar pelos carros eléctricos pagar apenas 30% do Imposto automóvel (IA).

Carro carrega-se em casa

«Se um carro eléctrico já existisse, pagaria apenas 30% do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70% uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente», disse por altura da assinatura do protocolo entre o Governo português e a Renault-Nissan para a criação do veículo eléctrico.

Comercialização em Portugal será feita em 2011

O líder do Executivo garantiu que vai ser criada uma rede de infra-estruturas que permita ao consumidor abastecer sem dificuldade o seu carro movido a electricidade.

«Em pouco tempo seremos capazes de criar infra-estruturas para carregar ou substituir a bateria do carro, para que não haja problemas de abastecimento», sublinhou.

Sócrates referiu ainda que a comercialização do carro, em Portugal, será feita no espaço de três anos (2011), apesar de começarem a ser lançados em larga escala a partir de 2010.

Veículo vai custar o mesmo que os convencionais

Já o preço será equivalente aos modelos convencionais. «Cabe ao Governo proporcionar as condições para que o consumidor de um veículo eléctrico não tenha qualquer desvantagem em preços ou mobilidade», disse o mesmo responsável.

Mas há mais. Para o primeiro-ministro este memorando é a resposta ao actual terceiro choque petrolífero. «Não vamos ficar parados como aconteceu no primeiro e no segundo choques petrolíferos. Queremos aumentar a autonomia do país a nível energético», disse.

Governo disponível para mais parcerias

Sócrates garantiu ainda que o projecto prevê um estudo ao nível dos incentivos necessários para a promoção destes veículos e acrescentou que o Executivo «está disponível para mais parcerias com outros construtores automóveis», que invistam a este nível.

Para o primeiro-ministro, «Portugal está na linha da frente desta aventura» em conjunto com a Dinamarca e Israel». No entanto, o líder do Governo garante que tem esperança que, no futuro, «possamos ser acompanhados pela Europa».

Já o presidente executivo da Nissan Renault, Carlos Ghosn, afirmou que «Portugal é o primeiro país a iniciar uma parceria directa com a aliança, criando um modelo conjunto público privada para os veículos de emissão zero se tornarem uma alternativa credível».

«Esta aliança está empenhada em ser líder nos veículos de emissão zero mas queremos criar parcerias com empresas e cidades de vários países para comercializar em massa veículos eléctricos», rematou.

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Carla Pinto Silva