A administração dos Correios e a Comissão de Trabalhadores (CT) não chegam a acordo em relação ao Phone-ix. Em causa está o acordo celebrado entre os CTT e a TMN de cinco anos para disponibilizar este serviço móvel, apurou a Agência Financeira.

A CT pediu para ver o contrato «para saber se era a operadora (TMN) apresentou as melhores condições do mercado», pedido esse que foi rejeitado pela administração da empresa.

Contactada pela AF, fonte oficial dos CTT confirmou o sucedido, dizendo apenas que «houve necessidade de proteger a sua política comercial e concorrencial».

Isso significa, segundo a fonte da CT, que os trabalhadores da empresa «continuam a não saber em que termos é que o acordo foi celebrado, nem em que condições a TMN fornece os meios técnicos e a assistência técnica».

Esta recusa, no entender da mesma, «vai ter de ser resolvida por outra via», uma vez que, no seu entender, «a Comissão de Trabalhadores tem o direito a ter acesso aos contratos realizados pela administração».

Recorde-se que este contrato com a duração de cinco anos foi um dos temas que esteve em cima da mesa durante a reunião entre a Comissão de trabalhadores e a administração dos Correios.

Comissão de trabalhadores dos CTT quer ver contrato do Phone-ix



Projecto «não salva» futuro dos Correios

Apesar de reconhecer que o projecto móvel «é interessante» considera que «não vai garantir o futuro dos Correios, refere à AF.

Uma outra crítica que tem sido feita pela CT diz respeito à escolha do nome. No entender da mesma, é considerada «de mau gosto», não se dirigindo ao «target» definido inicialmente pela empresa: pessoas com mais idade que frequentam as estações dos correios, tanto que é neste espaço e nos agentes PayShop que são vendidos os telemóveis.

Recorde-se que o Phone-ix, lançado no passado dia 28 de Novembro, quer tornar-se o quarto operador móvel português, e tem o prefixo de numeração 922, acrescentando seis dígitos.

A nível de tarifário, esta nova rede pretende ter sempre os mesmos a qualquer hora do dia e em qualquer dia da semana, no entanto, com uma particularidade: a tarifação é feita em períodos de 30 segundos durante o primeiro minuto, seguindo-se períodos de 10 segundos a partir daí.
Sónia Peres Pinto