O concelho de Espinho é o segundo na lista das 12 autarquias em que o desemprego atinge 10 por cento ou mais da população activa, mas José Mota, presidente da Câmara Municipal, afirma que há 2 mil novos postos de trabalho «empatados pela burocracia».

Para José Mota, citado pela agência Lusa, os dados divulgados nas notícias que atribuem a Espinho uma taxa de 12,8% de desemprego na população activa «não são muito credíveis».

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Justifica essa opinião com o facto de «ninguém indicar em lado nenhum quem é que fez esse estudo ou de onde tiraram esses dados» e garante: «O desemprego em Espinho não chega a 10%.»

O autarca declara que, a nível de desemprego, «as coisas não se alteraram significativamente em Espinho nos últimos tempos».

«Fechou alguma indústria de confecções e cordoaria», reconhece, «mas há muita gente de Espinho a trabalhar nos municípios limítrofes e é aí que os despedimentos têm atingido níveis graves».

José Mota refere-se a Santa Maria da Feira, Ovar e Gaia, e admite: «Isso é que afecta as pessoas de Espinho-não a economia do concelho em si-até porque somos um concelho com apenas 21 quilómetros quadrados, não temos grande indústria transformadora e apostamos sobretudo no comércio e serviços».

O presidente da Câmara adianta que, para Espinho, «há processos em curso que vão garantir a criação de cerca de 2 mil novos postos de trabalho».

«O problema», realça, «é que o processo está dependente de estruturas como as CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional] e as AHR (Administrações da Região Hidrográfica], que, com as suas burocracias, põem-nos os cabelos em pé».

José Mota acrescenta: «O Governo bem quer fazer agilizar estes processos, mas, com burocracias atrás de burocracias, essas CCDR e AHR fazem com que processos que podiam ficar resolvidos num ano, demorem dois ou três.»
Redação / RPV