O número de desempregados inscritos nos centros de emprego disparou 17,7 por cento em Fevereiro, face ao mesmo mês de 2008, prolongando a subida iniciada em Outubro e marcando o acréscimo mais elevado desde Dezembro de 2003.

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De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos no final do mês passado totalizava os 469.299, mais 70.720 inscrições do que em Fevereiro de 2008.

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Relativamente a Janeiro, o número de inscritos subiu 4,8 por cento, resultado de um acréscimo de 21.333 desempregados, avançou a Lusa.

Para o aumento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego em relação a Fevereiro de 2008 contribuíram essencialmente a subida do desemprego entre os homens (mais 30,7 por cento), entre jovens (mais 17,6 por cento) e adultos (17,8 por cento).

A procura de um novo emprego (que justificou o registo de 92,3 por cento dos desempregados) aumentou 19,8 por cento face ao mês homólogo, enquanto a procura de primeiro emprego diminuiu no período considerado 2,1 por cento.

Todos os níveis de habilitação escolar apresentavam mais desempregados do que há um ano, com os que possuíam o 2º e 3º ciclos do ensino básico a registarem os aumentos mais elevados, 25,4 por cento e 24,2, respectivamente.

Licenciados ultrapassaram os 40 mil

Os licenciados, por sua vez, totalizaram os 40.915 registos, mais 5,3 por cento do que os registados em Fevereiro de 2008.

De acordo com os dados do IEFP, 67,6 por cento dos desempregados estavam inscritos há menos de um ano, enquanto 32,4 por cento estão inscritos há um ano ou mais, o que significa um aumento do desemprego de curta duração face ao mês homólogo (mais 33,4 por cento) e uma baixa do desemprego de longa duração (em 5,4 por cento).

Na evolução anual do desemprego, destaque, com o acréscimo mais elevado (mais 72 por cento), o grupo «operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil».

São ainda de assinalar, com aumentos de desemprego superiores a 30 por cento, os grupos «trabalhadores da metalurgia, metalomecânica e similares», «condutores de veículos e operadores de equipamentos pesados móveis» e «trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora».

Com menos desemprego do que há um ano assumem relevância as profissões do ensino, representadas pelos grupos «docentes do ensino secundário, superior e profissões similares» (com menos 39,4 por cento) e «profissionais de nível intermédio do ensino» (a caírem 17,4 por cento).
Redação / SPP