Uma em cada dez mulheres ganha o salário mínimo. Os dados mais recentes do Ministério do Trabalho, relativos a Abril de 2008, apontam para uma forte disparidade na incidência do rendimento mais baixo: 9,7% das mulheres, contra 4,6% nos homens. Com o aumento do salário mínimo no início do ano para 450 euros, esta proporção terá subido, escreve o «Diário de Notícias».

Esta maior incidência do salário mínimo sobre as mulheres poderá estar relacionada com as actividades em que é mais frequente: no alojamento e restauração (11% dos que trabalham a tempo completo por conta de outrem), na indústria transformadora (8,4%) e no comércio (7,9%).

Portugal é, tradicionalmente, um dos países onde a disparidade a este nível é mais acentuada. Em 2007, com um diferencial entre géneros de 4,3 pontos percentuais, Portugal era o segundo país com maior disparidade, mostram dados do Eurostat. A comparação, referida no último relatório de conjuntura do Ministério do Trabalho, mostra que só o Luxemburgo superava essa diferença, num conjunto de 15 países analisados.
Redação