A execução orçamental portuguesa no primeiro trimestre teve uma evolução negativa, reflectindo o agravamento da conjuntura internacional, revelou este sábado o ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos em Praga.

«O primeiro trimestre [...] reflecte bem o agravamento da conjuntura que se fez sentir já no final do ano passado», disse Teixeira dos Santos no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia.

O responsável português precisou que «a receita fiscal claramente que denota o agravamento da conjuntura».

Prioridade: solidez financeira

Mas para Teixeira dos Santos, uma vez passada a situação de crise, Portugal irá retomar o caminho da consolidação orçamental «porque é fundamental que o país tenha solidez financeira».

Os ministros das Finanças da UE discutiram, no seguimento da cimeira do G20 de quinta-feira em Londres, os próximos passos que serão dados no sentido de aumentar a regulação e a supervisão do sector financeiro.

«Agora o momento é de implementar, concretizar esses princípios e é nesse sentido que estamos a trabalhar», disse Teixeira dos Santos.

O ministro defendeu que, no domínio do sector financeiro, as regras serão cada vez mais definidas a nível comunitário e por órgãos europeus.
Redação / RPV