O teletrabalho pode ser uma solução a adoptar pelas empresas num cenário de agravamento do contágio da Gripe A H1N1. Há empresas que têm esse cenário em conta, como é o caso da EDP, do BCP ou da Microsoft Portugal.

Numa ronda feita por algumas empresas pela agência Lusa, todas foram unânimes em reconhecer que a utilização deste regime laboral será uma solução a adoptar em caso de uma pandemia.

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A EDP, por exemplo, refere no seu plano que, «visando a diminuição do risco de contágio, por princípio todo o posto de trabalho que não exija presença ou operação a partir do local habitual, deve ser incentivado a ficar em situação de trabalho à distância (ou teletrabalho)».

«No entanto, como o trabalho à distância exige que se aceda à rede interna da EDP e como o número de ligações de acesso remoto à rede EDP é limitado, devem ser considerados apenas os necessários para assegurar os serviços e actividades essenciais», acrescenta.

O BCP prevê também no Plano de Continuidade do Negócio o recurso ao teletrabalho na eventualidade de uma pandemia.

Microsoft habituada a «grande mobilidade»

Já fonte da Microsoft Portugal disse à agência Lusa que a multinacional «está a monitorizar atentamente a questão e a seguir as indicações da Organização Mundial de Saúde no que se refere às recomendações para viajantes de modo a que os colaboradores possam estar informados e tomem as precauções necessárias durante as viagens de trabalho».

Relativamente ao tema do teletrabalho, de acordo com a fonte, apesar de a Microsoft Portugal não o ter oficialmente instituído, como possui um elevado número de colaboradores em situação de grande mobilidade, desde sempre que contemplou a possibilidade de um dos pontos de trabalho poder ser a partir de casa.

«Como tal, esta possibilidade mantém-se actualmente em vigor», disse.
Redação / RPV