A Iberdrola vai continuar o seu projecto de expansão orgânica e corporativa com investimentos de 24,2 mil milhões de euros nos próximos três anos, dos quais a maior fatia irá para energias renováveis.

O anúncio foi feito pelo presidente da Iberdrola, Ignácio Sanchez Galan, num encontro com jornalistas no Museu Guggenheim, em Bilbao, em que deu conta dos resultados da empresa em 2007 e de objectivos para os próximos anos, avança a «Lusa».

Na conferência de imprensa anterior à Junta de Accionistas, que decorre quinta-feira em Bilbao, Galán referiu que a aposta continua a ser em operações que acrescentem valor e que favoreçam a «união de empresas».

Ao mesmo tempo, frisou, continuará a avançar o processo de internacionalização que levou a que os mercados fora de Espanha representem já quase metade do volume de negócio.

Do investimento previsto até 2010, a Iberdrola deverá canalizar 8,6 mil milhões para energias renováveis e 5,8 mil milhões para negócios regulados, devendo a expansão internacional receber 6,4 mil milhões de euros.

2007 foi ano decisivo

Projectos que deverão materializar-se em lucros que atingirão os 3,5 mil milhões de euros em 2010, com activos de mais de 88 mil milhões de euros, o que representará um aumento de 168 por cento face a 2006.

Trata-se, segundo Galán, de consolidar a estratégia dos últimos anos e em particular de 2007, com «prudência, esforço de investimento e criação de valor».

«2007 foi um ano tremendamente singular para o nosso grupo, decisivo, que transformou a Iberdrola num autêntico gigante energético mundial», frisou Gálan, recordando a integração da ScottishPower-efectiva a 23 de Abril-e a saída em bolsa da Iberdrola Renováveis.

No caso da Iberdrola Renováveis, o grupo conseguiu a maior saída em bolsa de sempre nos mercados espanhóis, criando a maior empresa eólica do mundo e a sétima empresa do Ibex, com 8.000 MW de capacidade instalada e uma carteira de projectos de 42 mil MW.

Em termos gerais, a Iberdrola é já a maior produtora de energia eólica do mundo e a maior empresa energética espanhola, mais que quadruplicando a sua dimensão desde 2001.
Redação / Lusa/SPP