Em comunicado do ministério que tutela pode ler-se que «refira-se, ainda, que o Ministério das Actividades Económicas aconselhou a Administração da EDP a alienar a posição accionista de 10% que esta empresa detém no capital da Tejo Energia.»

O ministério das Actividades Económica anunciou também que, prevendo o aumento de procura de energia eléctrica nos próximos anos e a necessidade da existência de infra-estruturas que satisfaçam essa mesma procura, garantindo a segurança do abastecimento, a Direcção Geral de Geologia e Energia decidiu atribuir mais pontos de recepção e respectiva potência para centrais térmicas de ciclo combinado.

Assim sendo, a lista prevê em Sines a atribuição de duas licenças para três centrais, uma de 430 MVA (cada unidade equivale a 0,92 MW) para a Galp Energia, uma 860 MVA a distribuir pela Endesa com 430 MV e pela CPPE, do Grupo EDP, com igual capacidade.

Na Figueira da Foz foram atribuídas duas ligações, uma de 457 MVA à Iberdrola e outra de 430 MVA à CPPE. No Pego, à Tejo Energia foi atribuída uma ligação de 940 MVA.

O ministério refere ainda que, nesta atribuição, levou-se em consideração o desenvolvimento previsto do Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL).

«Com efeito, o plano de expansão da rede eléctrica prevê que até 2008 seja duplicada a capacidade de interligação a Espanha, passando, nessa altura a representar cerca de 20% do consumo de electricidade nacional, valor esse que se considera suficiente para o regular funcionamento do referido mercado. Tendo em atenção o tempo de construção das novas centrais, será também só a partir dessa data que estas poderão estar operacionais», refere o comunicado.
Alda Martins